(Por Ronaldo Xavier Pimentel Jr)
Mês passado me deparei com uma matéria muito interessante da revista “Saúde!”, periódico, que por sinal, minha esposa é assinante. O referido texto demonstrava os efeitos da televisão sobre os adolescentes, e como jovens que assistem a cenas eróticas correm grande risco de ter um filho antes dos 20 anos. A revista faz menção à pesquisa feita pelo Instituto americano Rand Corporation, a matéria nos diz o seguinte:
“Seus pesquisadores perguntaram a 2 mil jovens entre 12 e 17 anos o que costumavam ver na telinha. Três anos mais tarde, quiseram saber da mesma moçada se houve a ocorrência de uma gestação naquele período. Constataram, então, maior incidência de gravidez na turma que acompanhava programas de apelo sexual.” [i]
Claro que tudo isso é só a ponta do iceberg, a exposição excessiva à violência, à pornografia, mulheres e homens seminus toda hora, à inversão de valores, e uma série de outras coisas que, não só trará uma gravidez precoce, mas também uma família desajustada.
É público e notório, que a TV aberta no Brasil, salvo raras exceções, tem feito um verdadeiro desfavor à família brasileira, são tantos os exemplos que nos cansam os olhos. Em uma determinada novela, que já fora exibida, encontrávamos um bordel onde a cafetina abriga uma série de belas jovens que demonstram toda a felicidade do mundo por aquilo que fazem: saem em carros de luxo, ganham bastante dinheiro, vivem com homens bonitos e vez por outra, se casam com milionários. Algo muito diferente da realidade de dor e sofrimento de quem optou ou foi levado a essa vida. Agora, o que passará na cabeça de uma jovem ao assistir coisas como essas? Coisa boa é que não é! Em um país onde a prostituição infantil é alarmante, um referencial como esse só agrava o problema, uma vez que, o inferno é transformado em paraíso diante dos olhos das crianças.
E o que dizer da violência? Tiros, facadas, desrespeito aos pais e às leis. Será que tudo isso não têm influenciado os jovens? É claro que sim! Não são poucos os casos de violência envolvendo jovens e adolescentes, brigas motivadas pelas coisas mais fúteis possíveis, e em grande parte, culpa dos exemplos que os jovens têm na TV, onde o “herói machão”, jamais pede desculpas e resolve tudo na “porrada”.
Há os que advoguem que a culpa é toda dos pais, que não acompanham o que os filhos assistem. Sim, sabemos que essa responsabilidade existe; sabemos que os pais devem conversar mais com os filhos acerca desses temas e orientá-los quanto à programação, contudo, sabemos que a responsabilidade não pode cair toda em cima dos genitores, uma vez que, os mesmos não são onipresentes nem oniscientes.
A legislação brasileira acertou ao obrigar as emissoras de TV a trazerem a faixa etária do programa antes da exibição, o que vem a oferecer um norteador aos pais. Apesar de que, mesmo assim, existem algumas distorções, como é o caso das “novelas das oito” (já conhecidas pelo teor erótico) que são reprisadas a tarde, onde a maioria dos jovens estão em casa assistindo televisão, enquanto os pais estão trabalhando. E aí, cai por terra qualquer argumento dos que tentam jogar toda a culpa toda nos familiares. É fato, temos que fazer alguma coisa, ou mais cedo ou mais tarde, muitos dos jovens se perderão no caminho, enquanto a mídia fatura os seus bilhões.
Aos que lerem este texto, não me interpretem mal, não quero que a TV seja envolta por censuras e tarjas pretas, mas que ela possa ser útil ao lar e a família, e não um meio de destruição da mesma. Sou uma pessoa normal, que assisto TV como qualquer outra, contudo me preocupa os exageros por parte da programação; que se tornaram tão comuns, que por vezes nos passam despercebidos. Quero aqui trazer uma reflexão, qual a nossa conduta diante dos nossos filhos e de que forma a televisão tem influenciado as nossas vidas? Até quando faremos vista grossa para esse problema? Pais, abram os olhos!
Aos que lerem este texto, não me interpretem mal, não quero que a TV seja envolta por censuras e tarjas pretas, mas que ela possa ser útil ao lar e a família, e não um meio de destruição da mesma. Sou uma pessoa normal, que assisto TV como qualquer outra, contudo me preocupa os exageros por parte da programação; que se tornaram tão comuns, que por vezes nos passam despercebidos. Quero aqui trazer uma reflexão, qual a nossa conduta diante dos nossos filhos e de que forma a televisão tem influenciado as nossas vidas? Até quando faremos vista grossa para esse problema? Pais, abram os olhos!